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Clubes se unem para maior poder no Brasileirão e almejam organizar campeonato em 2027
Por Redação Flapress em 12/03/2025 15:30
União Clubes Brasileiros: Rumo ao Protagonismo no Futebol Nacional
Em uma movimentação estratégica que visa remodelar o cenário do futebol brasileiro, os clubes demonstraram, durante reunião no Conselho Técnico, uma frente unida com o objetivo de ampliar sua influência no Campeonato Brasileiro. A criação de um novo Conselho Nacional de Clubes (CNC), fruto do consenso entre a Liga Forte União e a Libra, antes concorrentes, é um passo crucial nessa direção.
A ambição é audaciosa: assumir a organização do campeonato já em 2027, conforme declarações do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista. Essa iniciativa representa um marco na busca por maior autonomia e poder decisório por parte dos clubes.
Conselho Nacional de Clubes: Embrião de uma Nova Liga
O Conselho Nacional de Clubes (CNC) é composto por membros de peso como Flamengo , São Paulo, Vasco, Fortaleza e Internacional, com o Palmeiras figurando como convidado permanente. Dentro do CNC, serão debatidos temas cruciais como os direitos comerciais do Brasileirão ? alguns em disputa com a CBF ?, regulamentos, a questão do gramado sintético, entre outros aspectos fundamentais para o desenvolvimento do futebol nacional. O CNC é visto como o embrião de uma futura liga independente.
A formação do CNC representa um amadurecimento na relação entre os clubes, que agora buscam uma voz unificada para defender seus interesses e moldar o futuro do Campeonato Brasileiro. A união entre Liga Forte União e Libra, antes divididas, demonstra uma visão estratégica em prol do fortalecimento do futebol nacional.
Desafios e Perspectivas: A Organização do Brasileirão em 2027
Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo , pondera sobre os desafios de organizar o Brasileirão em um curto espaço de tempo. "Entendo que o passo prévio era você ter um acordo como a gente construiu previamente entre o grupo da Libra e Liga Forte União. Definimos membros da CNC e discutimos uma série de fatores. Costumo dizer que nove mulheres não vão fazer um bebe em um mês. Não basta dizer que vai organizar o Brasileiro Tenho dúvidas se nós coletivamente podemos organizar o campeonato de 26. Mas tenho certeza absoluta de que de que, organizados a partir de agora, a gente poderia organizar esse campeonato em 2027. De forma organizada. Não adianta fazer de forma açodada e fazer o campeonato mais bagunçado do que tem hoje", afirmou Bap, demonstrando cautela e realismo em relação aos prazos.
O diretor do Vasco, Marcelo Sant'ana, outro membro do CNC, expressou a expectativa de que os clubes demonstrem maturidade para assumir a responsabilidade pela organização do campeonato. A capacidade de diálogo e negociação entre os clubes será fundamental para superar os obstáculos e alcançar o objetivo de um Brasileirão mais forte e competitivo.
Disputas Comerciais com a CBF: Direitos e Investimentos
A primeira grande discussão entre os clubes e a CBF diz respeito aos direitos sobre propriedades comerciais. A entidade reivindica parte dos direitos sobre placas vendidas pelos clubes, uma demanda prontamente rejeitada pelas agremiações. Paralelamente, os clubes manifestaram o desejo de participar do contrato de "naming rights" do Brasileirão, um negócio que representa R$ 100 milhões.
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, apresentou uma explanação sobre o uso do dinheiro arrecadado, com foco no investimento no futebol. No entanto, os clubes defendem seus direitos de forma assertiva. "Mas para os clubes e Para mim, é bem cristalino. A lei é clara, é o direito dos clubes. Flamengo já manifestou à CBF que inclusive já vendemos esses direitos. Nosso direito é que não cabe à CBF", argumentou Bap, estendendo o mesmo raciocínio para os "naming rights".
A divergência sobre a destinação dos recursos provenientes dos direitos comerciais expõe um conflito de interesses entre os clubes e a CBF. A busca por um equilíbrio entre as demandas dos clubes e as explicações da CBF sobre investimentos no futebol será um desafio constante nas negociações.
Gramado Sintético e Regulamentos: Buscando Padronização e Transparência
A questão do gramado sintético também será objeto de estudo aprofundado no âmbito do CNC. O Palmeiras, particularmente afetado pelo tema, tem se posicionado firmemente contra as críticas direcionadas aos gramados sintéticos, defendendo a necessidade de padronização entre os diferentes tipos de piso.
Outro ponto crucial é a revisão dos regulamentos das competições e do Brasileirão. Os clubes almejam um processo mais transparente e participativo na elaboração das normas, com espaço para discussões e sugestões por parte das agremiações. O objetivo é evitar que os regulamentos sejam definidos unilateralmente, sem levar em consideração as necessidades e particularidades dos clubes.

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