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Flamengo Adia Assinatura de Termo para Estádio: Análise da Viabilidade em Foco
Por Redação Flapress em 23/01/2025 17:50
Flamengo Repensa Estratégia para Novo Estádio no Gasômetro
A recente diretoria do Clube de Regatas do Flamengo optou por postergar a assinatura do termo final referente ao acordo de aquisição do terreno do Gasômetro, local onde se planeja a construção do futuro estádio do clube. Tal decisão foi motivada pela iniciativa do presidente Bap em encomendar um estudo aprofundado sobre a viabilidade do projeto, visando uma compreensão abrangente do cenário antes de prosseguir com a edificação da arena.
Remanejamento da Estação de Gás: Obstáculo a Ser Superado
Um dos desafios cruciais para o avanço das obras do estádio reside na necessidade de diálogo com a Companhia Distribuidora de Gás (CEG) acerca do remanejamento da estação de gás existente no terreno. Segundo o parecer da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Rio de Janeiro (Agenersa), será imperativa a transferência de galpões, depósitos, laboratórios, gasoduto e estação de regulagem e medição da CEG (administrada pela empresa Naturgy) do local.
Em pronunciamento, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assegurou que os custos inerentes a este processo serão integralmente arcados pelo governo municipal. Em sua declaração na rede social X, Paes afirmou: "Adversários ocultos do estádio do Flamengo , parem de criar problemas onde não tem. Eu e o deputado Pedro Paulo já informamos que essa questão será de responsabilidade do município".
O deputado federal Pedro Paulo corroborou essa informação, enfatizando que "Isso é um não problema. Está previsto na concessão, o remanejamento está previsto e é simples de se fazer. Está previsto na tarifa da Naturgy e, mesmo se não estivesse, a Prefeitura já disse que bancaria isso".
Entraves e Soluções: O Caminho para a Construção
O parecer da Agenersa inicialmente indicava que a remoção não seria custeada pela CEG: "Administração Pública Municipal atribui ao vencedor do certame e futuro proprietário do imóvel a responsabilidade pelos custos relacionados à eventual desmobilização e transferência das instalações e equipamentos. Portanto, compreende-se que caberá à CEG negociar com o Clube de Regatas do Flamengo a resolução da controvérsia".
Atualmente, Flamengo , Prefeitura do Rio e Naturgy mantêm diálogo constante em busca de uma solução para a questão. Fontes ligadas à companhia de gás informaram que a resolução não se apresenta como um grande obstáculo, uma vez que a estação ocupa uma parcela minoritária do terreno. Em nota, a empresa declarou: "Os temas relacionados à construção do estádio na área do Gasômetro são de ordem técnica, passíveis de solução e estão em tratativa entre as partes. O remanejamento da estação de gás existente no local já estava previsto e ocorrerá com segurança e tranquilidade, dentro de um planejamento acordado entre as partes. Trata-se de uma estação de regulagem que ocupa apenas 1% da área do terreno de 86 mil m² e cuja operação de remanejamento já se encontra em fase de entendimento entre Naturgy, Prefeitura do Rio e Flamengo ".
Entenda o Termo Final e o Processo de Aquisição
Para contextualizar a situação, é necessário revisitar os eventos de 2024. Após a Prefeitura do Rio realizar a desapropriação do terreno e o Flamengo arrematá-lo em leilão no mês de julho, mediante o pagamento de R$ 138,2 milhões, acrescidos de R$ 7,8 milhões após perícia, o montante foi depositado em juízo devido à discordância da Caixa Econômica Federal em relação ao valor. Tal impasse culminou em uma disputa judicial.
Diante desse cenário, um processo de mediação foi instaurado, envolvendo a Prefeitura do Rio, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Flamengo e a Caixa. Após um período de negociações, um acordo foi estabelecido, no qual o clube Rubro-Negro se comprometeu a efetuar um pagamento complementar de R$ 23 milhões, a serem quitados em parcelas ao longo dos próximos cinco anos.
Simultaneamente, a Prefeitura concordou em transferir os Cepacs (Certificado de Potencial Adicional de Construção) do Gasômetro para outros terrenos sob administração do banco. Em 2 de outubro, um pré-acordo foi formalizado, permitindo ao clube tomar posse do terreno no dia seguinte, e estabelecendo um prazo de 60 dias para que os advogados elaborassem a documentação final, detalhando todos os termos acordados na mediação. Este documento, cuja assinatura estava prevista para a primeira semana de janeiro, representa a resolução definitiva da aquisição.
No entanto, a assinatura foi suspensa em virtude do pedido de adiamento por 90 dias solicitado pela nova diretoria do Flamengo , o qual foi prontamente atendido pela AGU.
Visão Estratégica: Viabilidade Financeira e Performance Esportiva
A decisão da nova gestão do Flamengo em solicitar o adiamento da assinatura do termo final para a construção do estádio no Gasômetro reflete uma postura cautelosa e estratégica. Ao encomendar um estudo de viabilidade, o clube demonstra a intenção de analisar minuciosamente todos os aspectos financeiros e logísticos do projeto, buscando assegurar que a construção da arena não comprometa o desempenho esportivo da equipe.
A busca por um modelo financeiramente sustentável é crucial para garantir que o investimento no estádio não impacte negativamente as finanças do clube, permitindo que o Flamengo continue a investir em reforços e na manutenção de um elenco competitivo. A análise da viabilidade do projeto, portanto, representa um passo fundamental para assegurar que o sonho do estádio próprio se concretize de forma responsável e sem prejuízos para o futuro do clube.

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