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Flamengo Propõe Emendas Antirracistas em Reforma Estatutária
Por Redação Flapress em 01/04/2025 20:20
Flamengo Avança em Proposta Antirracista para Alteração Estatutária
O Clube de Regatas do Flamengo deu um passo significativo em direção ao combate ao racismo e à promoção da diversidade ao encaminhar, na última segunda-feira, uma proposta de alteração do Estatuto ao Conselho Deliberativo. A iniciativa, liderada pelo presidente Bap, visa a inclusão de três emendas com foco em ações antirracistas. O documento foi formalmente entregue a Ricardo Lomba, presidente do Conselho, para análise e deliberação.
A proposição surge em um momento crucial, especialmente considerando recentes controvérsias no cenário futebolístico sul-americano. A urgência da pauta reflete o compromisso do clube em se posicionar ativamente contra o preconceito e a discriminação.

Compromisso do Flamengo com a Transformação Social
Em comunicado oficial, o clube expressou seu compromisso crescente com a diversidade e o combate ao racismo, reiterando a importância de fortalecer o Flamengo como um "agente de transformação social". A proposta, que agora aguarda análise e votação pelo Conselho Deliberativo, detalha medidas concretas para internalizar e externalizar o combate ao racismo.
As emendas propostas por Bap visam não apenas punir atos discriminatórios, mas também promover a inclusão e o respeito em todas as esferas do clube.
Detalhes das Emendas Antirracistas Propostas
As emendas propostas abrangem diversas áreas de atuação do clube:
- A primeira emenda foca na implementação de programas, campanhas, treinamentos e parcerias que apoiem iniciativas de inclusão e respeito à diversidade racial e de gênero.
- A segunda estabelece o compromisso do Flamengo em combater o racismo e a discriminação racial, orientando as ações internas e externas do clube, inclusive em atividades esportivas, culturais, sociais e de formação profissional. O clube se compromete a adotar medidas disciplinares contra sócios, dirigentes, funcionários, atletas ou prestadores de serviço que cometam ou incentivem atos racistas ou discriminatórios, assegurando o direito de defesa.
- A terceira emenda prevê penalidades rigorosas para funcionários e prestadores de serviço envolvidos em atos racistas, como suspensão de até 1 ano ou exclusão do quadro social, demissão ou rescisão contratual, e rescisão motivada de contrato.
O Silêncio do Flamengo Diante da Declaração Polêmica da Conmebol
A proposta de alteração estatutária surge em um contexto marcado pela ausência do Flamengo na nota de repúdio da Libra contra Alejando Domínguez, presidente da Conmebol, que utilizou o termo "chita" para se referir a equipes brasileiras. O Flamengo foi o único clube da elite a não se juntar aos outros 16 clubes da Libra, que consideraram a declaração de Domínguez como "gravíssima" e denunciaram o "evidente preconceito enraizado no ambiente do futebol", além de reforçar "estereótipos racistas" e perpetuar "a desumanização de pessoas negras".
A omissão do clube gerou críticas e questionamentos sobre seu real compromisso com a luta antirracista, especialmente diante da gravidade da declaração do presidente da Conmebol.
Justificativa do Flamengo Sobre a Não Adesão à Nota de Repúdio
Em nota enviada à imprensa, o Flamengo justificou sua decisão de não assinar a nota de repúdio, afirmando que, embora lute contra qualquer forma de racismo, entende que as relações institucionais com a Conmebol devem ser conduzidas pela CBF, "visto que é a entidade que representa oficialmente os clubes brasileiros nos torneios sul-americanos". A justificativa, no entanto, não convenceu a todos, e o clube continuou a ser alvo de críticas pela sua postura.

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