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Homenagem Inusitada: Flamenguista Honra Irmãos Botafoguenses na Libertadores

Por Redação Flapress em 06/12/2024 06:30

Uma Jornada de 2.800 Quilômetros por um Amor Inquebrantável

Ivaldo Pereira Barbosa, carinhosamente conhecido como Juquinha, um fervoroso torcedor do Flamengo de Minas Gerais, protagonizou uma história comovente e inusitada na final da Conmebol Libertadores da América. Acompanhado de seus filhos, também rubro-negros, ele percorreu uma longa distância, aproximadamente 2.800 quilômetros, de Leopoldina até Buenos Aires, na Argentina. Sua missão: prestar uma homenagem emocionante aos seus irmãos Botafoguenses, Getúlio e Jairo, que já se foram.

A iniciativa, inicialmente relatada pela repórter Aline Nastari do TNT Sports, transcende a rivalidade entre clubes e se transforma em um tocante tributo à memória e à paixão pelo futebol. Uma bandeira com os rostos de Getúlio e Jairo, e a frase "Glória Eterna, amor eterno", tremulou no Monumental de Nuñez, palco da decisão, simbolizando a presença inesquecível dos irmãos na final.

A emoção de Juquinha transpareceu em suas palavras: "Me dei conta da minha emoção quando dois botafoguenses viram a bandeira, me abraçaram e disseram: ?Hoje eles vão ser campeões?. Ali, no momento em que eu passei das barreiras de segurança, foi que eu me dei conta de que a coisa era bem maior do que eu pensava que poderia ser".

A Perda e a Perpetuação da Memória

Getúlio, que faleceu em maio de 2020 aos 63 anos, vítima de complicações da Covid-19, e Jairo, que nos deixou em abril de 2024 aos 76 anos, após uma batalha contra a leucemia, eram figuras marcantes na vida de Juquinha. Embora tivessem personalidades distintas, ambos compartilhavam uma paixão inabalável pelo Botafogo.

Segundo Juquinha, os irmãos possuíam um amor incondicional pela Estrela Solitária. "O Getúlio era um botafoguense doente, fora da curva. O Jairo também ia nas coisas do clube no Nilton Santos, mas o Getúlio era mais fanático, ferrenho, participava de tudo que fazia referência ao Botafogo. Ambos eram apaixonados", descreve o irmão.

Ele complementa: "O Getúlio era um cara ímpar. A palavra ?não? não existia no vocabulário dele, era querido em qualquer lugar que ele frequentasse. O Jairo era mais na dele, mas fanfarrão, gostava da cachacinha dele e do Botafogo".

Imprevistos e a "Lei de Murphy" Botafoguense

A jornada de Juquinha e seus filhos não foi isenta de percalços. A chegada ao Monumental de Nuñez, uma hora e meia antes da partida, se tornou um desafio. Dificuldades com o sinal de internet móvel impediram a leitura dos ingressos por QR Code. Apesar do susto inicial, a organização do evento compreendeu a situação e permitiu a entrada da família.

Porém, a saga continuou. Com ingressos para um setor lotado, a visibilidade do campo ficou comprometida. Para piorar, Ian, um dos filhos, passou mal nas arquibancadas. A família decidiu então deixar o estádio às 16h40, vinte minutos antes do início da partida, buscando um local mais tranquilo para acompanhar o jogo.

Ironia do destino, logo no início da partida, Gregore, jogador do Botafogo, foi expulso. A cena repercutiu em Juquinha, que acompanhava o jogo pelo celular, fazendo-o exclamar: "Ah, a frase veio na hora: ?Há coisas que só acontecem com o Botafogo?. Esse tipo de coisa só acontece com o botafoguense".

Vitória em Campo e a Vitória da Família

Apesar dos desafios, o Botafogo conquistou a vitória sobre o Atlético-MG por 3 a 1, mesmo jogando com um jogador a menos. Juquinha, ao retornar ao Brasil, expressou imensa satisfação por ter homenageado seus irmãos e sua mãe, Hilda, de 99 anos, com este ato de afeto e respeito.

Em suas palavras finais: "O legado que eu tiro desta viagem é a educação que os nossos pais nos deram, o prazer de estar vivo e poder representar a família toda na homenagem aos meus irmãos. É algo indescritível. Eu me vi botafoguense por alguns minutos ali".

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Camila

Camila

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Comentado em 06/12/2024 11:35 Aff, a emoção é real, mas quem falou que Flamenguista não faz sacanagem também? No final, a gente só quer ver nosso Mengão jogando e vencendo! Que venha o próximo jogo! Rumo à vitória, sempre! #Flamengo
Gustavo

Gustavo

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Comentado em 06/12/2024 09:55 Pô, maneiro demais essa homenagem, mas o que as pessoas precisam entender é que flamenguista nunca sai do estádio antes do apito final, hauhauha! Quem assistiu o jogo pelo celular foi ele e não os botafoguenses! Slk, tropa, viva o verdadeiro futebol!
Carlos

Carlos

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Comentado em 06/12/2024 08:05 Que história daora, mlk! Mostrar esse amor fraternal na final da Libertadores é brabo! Isso mostra que, no fundo, a parada é sobre amor ao futebol! Vai Flamengo!
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