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Reeleição na CBF: Ausência do Flamengo e o Posicionamento de Leila Pereira
Por Redação Flapress em 25/03/2025 05:40
Reeleição Unânime e a Agenda Atribulada do Flamengo
Em um cenário de aparente consenso, Ednaldo Rodrigues foi reconduzido à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para um mandato que se estenderá até 2030. A votação, que ocorreu na sede da entidade no Rio de Janeiro, registrou unanimidade entre os representantes dos clubes das séries A e B, bem como entre os presidentes das federações estaduais.
Contudo, a solenidade foi marcada pela ausência de Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, que se retirou do local logo após depositar seu voto. A justificativa para a saída precoce seria uma agenda de compromissos particularmente intensa, segundo fontes próximas ao dirigente. "uma reunião emenda na outra e hoje não foi diferente", disse a fonte.
Apesar de sua partida, Baptista ainda teve tempo para breves conversas informais com alguns jornalistas, abstendo-se, no entanto, de conceder uma entrevista coletiva formal. Pedrinho, presidente do Vasco, e Thairo Arruda, CEO da SAF do Botafogo, seguiram a mesma linha, evitando declarações à imprensa. Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, não compareceu ao evento, estando a serviço da seleção brasileira como chefe de delegação. O clube carioca se fez representar por outro membro de sua diretoria.
Leila Pereira e a Postura Firme Contra o Racismo
Um dos momentos de maior destaque após a reeleição de Ednaldo Rodrigues foi a manifestação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Questionada sobre a recusa do Flamengo em assinar um manifesto contra o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, em decorrência de declarações consideradas racistas, Pereira evitou comentar diretamente a atitude do clube carioca.
No entanto, a dirigente palmeirense enfatizou a importância de um posicionamento firme contra o racismo, classificando como "inadmissível" a omissão de qualquer agremiação diante de casos de discriminação. Pereira relembrou o episódio envolvendo o jovem atacante Luighi, do Palmeiras, que foi vítima de racismo durante uma partida contra o Cerro Porteño, no Paraguai, pela Libertadores sub-20.
Vou falar sobre o Palmeiras. O que não falta para a presidente do Palmeiras é coragem. Se fui eleita presidente desse clube gigante, foi para representá-lo, para lutar pelo clube e pelos nossos 20 milhões de torcedores e também pelos nossos atletas. Jamais poderia chegar no meu clube, olhar para meus atletas depois daquilo que ocorreu lá no Paraguai e não ter feito absolutamente nada. Isso jamais, nunca, porque a presidente do Palmeiras tem coragem. Para você ser presidente de um clube do tamanho do Palmeiras, essa é a primeira virtude que o dirigente tem que ter. Não tenho medo que o Palmeiras seja prejudicado, porque tenho certeza que isso não vai acontecer. Porque nós estamos lutando pelo que é certo. É inadmissível algum clube ser contra o combate ao racismo.
— Leila Pereira (@leilapereiralw) June 8, 2024
A declaração de Leila Pereira demonstra uma postura de liderança proativa e engajada em questões sociais relevantes, extrapolando os limites do universo esportivo e reafirmando o papel do futebol como agente de transformação social.

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